quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Jitirana (Ipomoea sericophylla)


Ipomoea sericophylla
Convolvulaceae
Trepadeira / Liana
A floração ocorre na estação chuvosa

A Jitirana (Ipomoea sericophylla) é uma trepadeira herbácea que se desenvolve na época chuvosa na Caatinga, escalando arbustos e cercas que guardam as propriedades rurais decorando, de forma natural, esses suportes. Apesar da beleza emprestada por suas delicadas flores alvacentas com a garganta rósea, a planta ao ser consumida por animais de interesse zootécnico do semiárido brasileiro, como caprinos e ovinos, afeta o Sistema Nervoso Central causando prejuízo a produção e até a morte desses animais. As Ipomoeas são aplicadas no controle da pressão alta, problemas no coração e no fígado.

Foto: Antonio Sérgio Castro

Texto e foto retirados do livro: CASTRO, A. S. e CAVALCANTE, A. Flores da Caatinga. Campina Grande. Instituto Nacional do Semiárido, 2010. P. 48.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Maracujá de boi (Passiflora cincinnata Mast)

Também conhecido como maracujá do mato ou da caatinga
, é uma espécie perene que ocorre freqüentemente nas caatingas do Nordeste. É um cipó ou planta trepadeira, de gavinhas axilares, que necessita de suporte, ramando sobre arbusto.

É bastante resistente às secas periódicas e se desenvolve na maioria dos solos argilosilicosos ou silico-argiloso, mas parece
aceitar qualquer tipo de solo.

Os frutos processados são empregados na fabricação de suco, licor, doces, geleias, sorvete, picolé e musse. Esta frutífera é estratégica na alimentação dos animais silvestres e no suprimento de vitamina C do sertanejo.

Fonte: Embrapa Semiárido

Curta Defensores do Bioma Caatinga

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pindobassú (Attalea pindobassu)

Pindobassú
(Attalea pindobassu B.)



A palmeira pindobassú (ou) pindobaçú, é nativa do semiárido brasileiro, mais precisamente na região norte do Estado da Bahia, nos municípios de Senhor do Bonfim, Campo Formoso e Pindobaçú, onde é endêmica, e o nome do último município deriva da planta, conseqüentemente pela população numerosa da planta. Confundida por muitos na região, pelo babaçú. É uma palmeira da família das palmáceae, pertencente ao gênero Attalea, assim como o babaçu. Muito aproveitada onde existe. Suas folhas, grandes, são usadas para confecção de coberturas de cabanas. E das amêndoas dos seus frutos, é extraído um óleo, muito utilizado na indústria de cosméticos.

Texto e foto: Erli Pinto dos Santos
Téc. Agropecuário
Graduando em Agronomia – UEFS

(74) 91966275

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Velame - Croton heliotropiifolius -

Velame (Croton heliotropiifolius

É um arbusto piloso típico e abundante na Caatinga, com cerca de 1 m de altura. Também conhecido como “velaminho”, "velande" e “velame-de-cheiro” . Suas folhas são grossas, ásperas e maceradas exalam um cheiro agradável devido ao óleo essencial que contém. Possuem flores melíferas dando origem a um mel claro. 

Na medicina popular é utilizado para dor de estômago,
mal estar gástrico, vômitos e diarréias (Randau et al., 2001).

Fonte: Flores da caatinga (INSA) e Embrapa Semiárido
Foto: Kalhil Pereira França

Macambira - Bromélia laciniosa

Macambira (Bromélia laciniosa)

Também conhecida como gravatá, caraguatá e craguatá. A macambira está presente nas caatingas do Nordeste, da Bahia ao Piauí. Planta herbácea, da família das Bromeliáceas, que cresce debaixo das árvores ou em clareiras, possui raízes finas e superficiais, folhas que podem atingir mais de um metro de comprimento por vinte centímetros de largura, espinhos duros, e um rizoma que fornece uma forragem de ótima qualidade.

Possui vários usos que vão desde a utilização da planta para evitar a erosão, até como alimento para a criação de caprinos, ovino e bovinos. Como sua folha possui modificações que dão uma natureza espinhenta a mesma, a macambira é queimada antes de ser oferecida aos rebanhos.

Seu fruto é uma baga de três a cinco centímetros de comprimento e diâmetro variando de 10 a 20 milímetros. Essas bagas quando maduras assumem uma coloração amarela, lembrando um cacho de pequenas bananas.

A macambira pode ser utilizada como planta ornamental, porém sua maior utilização é nas laterais de rodovias que cortam o semi-árido para evitar a erosão (isso devido ao fato de sua raiz ser do tipo fasciculada o que dificulta a erosão).

Fonte: Agefran Costa e wikipedia.
Foto: ESCOREL

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Licuri (Syagrus coronata)


O licuri, ou ouricuri, nicuri, licurizeiro (Syagrus coronata) como é chamado em diversas regiões onde é encontrado. É uma palmeira da família das Arecaceae (principes), pertencente ao gênero Syagrus, assim como o ariri, ou licurioba-da-caatinga (Syagrus vagans). A palmeira não recebe o segundo nome atoa, "coronata", segundo Martius Becc., que registrou a espécie, da a ideia de corôa, característica imposta pela queda da folhas, que ao cair deixam a bainha fixa no tronco, e ao passar do tempo, as bainhas vão formando um espiral no tronco da árvore, deixando parecer uma corôa. É uma palmeira nativa do SAB (semiárido brasileiro), e se estende desde o norte do estado de Minas Gerais e todo o Nordeste, apresentando boa adaptação às condições de solo e clima que o semiárido oferece, variando desde solos com fertilidade baixa, média e alta, e o clima de semi-aridez, com precipitações muitas vezes inferiores à 400 mm anuais. Da planta, tudo é aproveitado, desde suas folhas, utilizadas na confecção de diversos artesanatos, usada na alimentação animal, e como fonte de matéria-prima na industria de saponáceos. Dos frutos, denominados amêndoas, é amplamente usado desde a produção de azeite, devido a alta concentração de óleo, que está em torno de 42%, a cocada de licuri, licuri caramelado, dentre outras. E de uma estrutura encontrada dentro do tronco do licuri, é extraído o bró, que é usado na produção de farinha, a farinha do bró. Mas nesse ultimo exemplo, só em casos de extrema seca, como foi relatado na grande seca ocorrida nos anos de 1929 a 1932. O licuri faz parte da cultura do povo do sertão. Sendo que nas últimas 5 décadas, sua população vem sendo reduzida, os licurizais desaparecendo, e em seu lugar, as pastagens tomam conta, para a criação de gado. Atividade agropecuária incentivada pelo governo dos municípios mediante a aprovação da Lei do Pé Alto, ou Lei dos Quatro Fios, mal sabendo esses pecuaristas, que um sistema agrosilvopastoril, só traria benefícios à criação. É raro no semiárido, agricultores familiares que não completam a sua renda fazendo uso do licuri, sem agredir a população da planta. Quase que sem exceções, os agricultores familiares, camponeses, etc., fazem uso do que a palmeira oferece.

Texto: Erli Pinto dos Santos
Téc. Agropecuário
Graduando em Agronomia - UEFS
(74) 9196-6275

Barriguda (Ceiba glaziovii)


Ceiba glaziovii (Kuntze) K. Schum.
Malvaceae
Árvore
A floração ocorre na estação seca

A Barriguda (Ceiba glaziovii) é uma árvore de 10-18 m em altura. Seu tronco e galhos são revestidos fartamente por vigorosos acúleos (“espinhos”) em forma de funil, que dificultam a escalada de mamíferos e répteis, garantindo segurança às aves que fazem ninhos em sua copa. Sua característica mais notável é uma parte bem saliente (pode atingir 1,5 m em diâmetro), à meia altura de seu tronco, que lembra uma barriga. Essa saliência é um reservatório de água, uma das estratégias adotadas pela planta para assegurar-lhe água na estação seca. Folhas com 4-7 folíolos e flores grandes (7 cm) brancas com pétalas peludas e estrias longitudinais avermelhadas. Fruto em forma de pêra com cerca de 10 cm e sementes imersas em uma paina (“algodão”), chamada lã de barriguda, dispersas pelo vento. A Barriguda apresenta distribuição restrita ao Nordeste do Brasil, ocorrendo de forma descontínua e com indivíduos isolados. Madeira branca e mole, talvez por isto a árvore seja pouco cortada. A lã serve para encher travesseiros, colchões e selas. A casca é utilizada no tratamento de hérnias, reumatismo, inflamação do fígado, problemas cardíacos e pressão alta. Árvore imponente, excepcional para uso paisagístico. Floresce com a planta despida de folhas.


Imagem e texto retirado do livro: CASTRO, A. S. & CAVALCANTE, A. Flores da caatinga - Caatinga flowers. Campina Grande. Instituto Nacional do Semiárido, 2010. p. 25 e 26.